Coronavírus: qual a relação entre diagnóstico e inteligência de mercado?

Diante dos impactos do Coronavírus, o mundo tem se mobilizado em torno de um sistema que concilie a sustentabilidade financeira e social com a contenção da doença. Neste cenário, o diagnóstico e a ampla testagem da população são elementos chave para a articulação de estratégias eficazes.

A COVID-19 é uma doença viral, causada pelo vírus SARS-CoV-2, o novo coronavírus. Declarada oficialmente uma pandemia pela OMS no dia 11 de março, a doença por seu grande potencial de transmissão.

Em comparação com outras infecções de impacto global, como o vírus ebola, a COVID-19 apresenta uma baixa taxa de mortalidade. No entanto, os desdobradamentos da infecção, frente a carência de uma forma de tratamento efetiva, têm sobrecarregado os sistemas de saúde, gerando uma crise a nível global.

Entidades públicas e privadas têm articulado uma série de ações para o monitoramento da doença e a definição de protocolos de atuação. Entre as medidas, foram desenvolvidos alguns métodos de testagem para facilitar o diagnóstico dos pacientes com coronavírus.

A testagem da população se destaca como um elemento chave para o monitoramento da população, sendo essencial para reduzir as taxas de contagio. Por isso, conversamos com o Dr. Daniel Ribeiro, Hematologista e Diretor do Laboratório São Paulo, para compreender melhor as formas de diagnóstico e tirar dúvidas sobre a doença.

Sintomas e transmissão

De acordo com o Ministério da Saúde e a OMS, a COVID-19 apresenta um conjunto de sintomas que associados constituem indício da doença. Estes sintomas podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa, sendo mais comuns:

  • Tosse
  • Febre
  • Coriza
  • Dor de garganta
  • Dificuldade para respirar

Os sintomas comuns a outras doenças alertam para o fato de que este não é um vírus novo para a humanidade Dr. Daniel ressalta que existem 6 vírus já identificados como coronavírus, que fazem infecção quase todos os anos, e que já causaram outras epidemias pelo mundo ao longo da história: em 2003, com o Sars-cov-1, ficando restrita à China; e o  Mers-CoV em 2013, com a contaminação relacionada à região do Oriente Médio.

A grande diferença é o fator de viremia – a presença de vírus no sangue circulante em um ser vivo, – letalidade e transmissão. As primeiras epidemias de coronavírus no mundo registraram uma baixa viremia. Assim, o contágio só chegava a acontecer no estágio da internação, não ocorrendo a contaminação comunitária. A letalidade da doença nestes casos também foi maior.

Com o novo coronavírus, a viremia é mais alta, por isso, “logo após a infecção, mesmo antes de apresentarmos sintomas, já estamos transmitindo o vírus”, completa Dr. Daniel.

A transmissão acontece de uma pessoa infectada para outra ou por contato próximo como aperto de mãos, espirros, tosses e objetos ou superfícies contaminadas.

Dentre os infectados, a taxa de internação é de 20%, com um percentual de 5% de pacientes que chegam a necessitar de CTI. Embora o novo coronavírus apresente uma taxa de mortalidade mais baixa, ele preocupa pela sobrecarga gerada ao sistema de saúde devido ao grande potencial de contágio.

Por isso, é essencial diagnosticar as pessoas com o coronavírus, para contar a transmissão antes dos sintomas.

Diagnóstico

Atualmente, existem duas metodologias de testagem para a COVID-19:

  • O exame RT-PCR por biologia molecular, que diagnostica tanto a COVID-19, a Influenza ou a presença de Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
  • O teste imunológico (popularmente conhecido como teste rápido) que pode detectar a presença de anticorpos em amostras coletadas somente após o sétimo dia de início dos sintomas.

 O padrão ouro para o diagnóstico do COVID-19 é o exame RT- PCR, sigla para teste de reação em cadeia da polimerase. Esse modelo consiste na análise de materiais genéticos colhidos como amostras de escarro, que serão analisadas por uma equipe especializada em biologia molecular, que realizará a comparação dos materiais genéticos com o do vírus. Um dos empecilhos para a realização do exame é o custo mais alto.

Já o teste de anticorpos, também conhecido como teste sorológico ou teste rápido, não é capaz de detectar o vírus em si. No entanto, ele detecta os anticorpos produzidos contra o coronavírus – Igm, que detecta a resposta rápida; e Igg, que ainda está sendo estudado para confirmar a suposta imunidade definitiva ao vírus.

O hematologista ressalta a importância de acionar o tipo de diagnóstico. O teste rápido só será eficaz após sete dias desde o contágio, tempo necessário para o organismo produzir os anticorpos. Assim, o exame PCR é o mais indicado para detectar a doença em seus estágios iniciais, ao passo que a metodologia sorológica é essencial para monitorar a população imunizada.

Para o médico, é essencial coordenar as ações de identificação com um sistema de inteligência em dados, coordenando ações alternadas de controle epidemiológico e retomada das atividades.

A importância dos testes para a retomada

Vários países ao redor do mundo já estão estudando práticas seguras para a retomada das atividades econômicas. No Brasil, várias empresas estão retornando a suas atividades presenciais de forma gradual.

Para realizar este movimento de maneira segura, é essencial estabelecer protocolos de segurança, como a utilização de máscaras – trocadas a cada duas horas, a disponibilização constante de álcool 70 para higienização das mãos e superfícies, o distanciamento mínimo de 1,5m entre pessoas, e principalmente: a testagem regular da equipe.

Diversas clínicas de análise e diagnóstico, como o Laboratório São Paulo, tem oferecido serviços de testagem empresarial, a fim de garantir o acompanhamento e monitoramento de todos os coloboradores.  ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Você pode conferir a entrevista completa realizada pelo CEO da LZ, Luigi Zampetti, com o Dr. Daniel, clicando aqui. Semanalmente,  são realizadas lives no Instagram da LZ, tratando de temas importantes para atualidade com convidados ilustres. Siga @ lzmktenegocios para ficar por dentro.

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